É inegável que
desde os primórdios exista a escravidão e que até certo ponto da história,
pensadores eram a favor, por exemplo: O filósofo Aristóteles que considerava a
escravidão uma das divisões naturais da sociedade e era vantajosa tanto para o
senhor quanto para o escravo. Porém, no mundo moderno, foi a filosofia
iluminista que condenou a escravidão em todas as suas formas e graus como
absurda e repugnante.
Apesar de
muitos acreditarem que a escravidão foi abolida em todo o mundo, isso não é
verdade, pelo contrário, milhões de pessoas sofrem com a chamada Escravidão Moderna
em suas diversas formas. O trabalho escravo não existe somente no meio rural,
ocorre também nas áreas urbanas. Os principais casos de escravidão urbana no
Brasil ocorrem na região metropolitana de São Paulo, onde os imigrantes ilegais
são predominantemente latino-americanos, sobretudo os bolivianos e mais
recentemente os asiáticos, que trabalham dezenas de horas diárias, sem folga e
com baixíssimos salários, geralmente em oficinas de costura.
Deparar-se com
a pergunta: “Escravizar é humano?” é algo complexo e envolve com certeza a
Declaração Universal dos Direitos do Homem, na qual diz que todas as pessoas têm direito à vida, à
liberdade e à segurança pessoal e que ninguém pode ser mantido em escravidão. No
entanto, isso não funciona. Escravizar não pode ser humano, mas tem sido, já
que os números da escravidão aumentam em todo o mundo e cada vez mais o homem
farto e rico usufrui de seu semelhante que tem necessidade de ter o básico para
sobreviver.
Levando-se em consideração esses aspectos, todos
os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos; dotados de
razão e de consciência, portanto, devem agir uns para com os outros em espírito
de fraternidade e não da forma que está acontecendo em que a abastança de uns
usa a necessidade dos outros. Já dizia Mahatma Gandhi: “Não é possível libertar
um povo, sem antes livrar-se da escravidão de si mesmo. Sem esta ação, qualquer
outra será insignificante, efêmera e ilusória, quando não um retrocesso”.
Fabiano
Martins