Do Filme "Um Sonho Possível": “Não preciso que aprovem minhas escolhas, só quero que as respeitem.”

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Festa da Sagrada Família

Homilia
Celebramos hoje a festa da Sagrada Família. Somos convidados a fixarmos o olhar em Jesus, Maria e José, e adoramos o mistério de um Deus que quis nascer de uma mulher, a Virgem Santa, e entrar neste mundo pelo caminho comum a todos os homens. Fazendo assim, santificou a realidade da família, enchendo-a da graça divina e revelando plenamente a sua vocação e missão. O Concílio Vaticano II dedicou grande atenção à família. Os cônjuges afirmam a ele são um para o outro e para os filhos testemunhas da fé e do amor de Cristo. A família cristã participa assim da vocação profética da Igreja:  com o seu modo de viver "proclama em voz alta as virtudes presentes do reino de Deus e a esperança da vida bem-aventurada" Como repetiu depois incansavelmente o papa João Paulo II, o bem da pessoa e da sociedade está estreitamente ligado à "boa saúde" da família. Por isso a Igreja está comprometida na defesa e promoção "da dignidade natural e do altíssimo valor sagrado.
Que hoje possamos nos identificar com os pastores de Belém que, logo após receberem o anúncio do anjo, foram rapidamente para a Gruta e encontraram "Maria e José e o menino, deitado numa manjedoura" . Detenhamo-nos a contemplar esta cena e a refletir sobre seu significado. As primeiras testemunhas do nascimento de Cristo, os pastores, encontraram não apenas o Menino Jesus, mas uma pequena família: mãe, pai e filho recém-nascido. Deus escolheu revelar-se nascendo em uma família humana e, por isso, a família humana se tornou ícone de Deus! Deus é Trindade, é comunhão de amor, e a família, mesmo com toda a diferença entre o mistério divino e a criatura humana, é uma expressão que reflete o mistério insondável do Deus amor. O homem e a mulher, criados à imagem de Deus, se tornam no casamento "uma só carne" isto é, uma comunhão de amor que gera vida nova. A família humana, em certo sentido, é ícone da Santíssima Trindade, seja pelo amor interpessoal, seja pela fecundidade do amor.
A família de Jesus merece o título de "santa", porque está totalmente absorvida pelo desejo de cumprir a vontade de Deus, encarnada na adorável presença de Jesus. Por um lado, é uma família como todas e, como tal, é modelo de amor conjugal, de colaboração, de sacrifício, de entrega à divina Providência, de laboriosidade e de solidariedade, em suma, de todos aqueles valores que a família guarda e promove, contribuindo de modo primordial para formar o tecido de cada sociedade. Mas, ao mesmo tempo, a Família de Nazaré é única, diversa de todas, pela sua singular vocação ligada à missão do Filho de Deus. Precisamente com esta sua unicidade ela indica a cada família, em primeiro lugar às famílias cristãs, o horizonte de Deus, a primazia doce e exigente da sua vontade, a perspectiva do Céu para o qual somos destinados. Por tudo isto hoje dá graças a Deus, mas também à Virgem Maria e a São José, que com tanta fé e disponibilidade cooperaram para o desígnio de salvação do Senhor.  
O nosso olhar de fé faz-nos abraçar simultaneamente o Menino divino e as pessoas que lhe estão ao lado: a sua Mãe Santíssima, e José, o seu pai adotivo. Que luz se desprende deste “ícone” do Santo Natal! Luz de misericórdia e de salvação para o mundo inteiro, luz de verdade para cada homem, para a família humana e para as famílias individualmente. Como é belo para os cônjuges verem-se refletidos na Virgem Maria e no seu esposo José! Como é consolador para os pais, especialmente se têm uma criança pequena! Como é iluminador para os noivos, atraídos pelos seus projetos de vida!
 A mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro. Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade. Eles, com a sua vida, ensinam que o matrimônio é uma aliança entre o homem e a mulher, aliança que empenha na fidelidade recíproca e se apóia na comum entrega a Deus. Aliança tão nobre, profunda e definitiva, que constitui para os crentes o sacramento do amor de Cristo e da Igreja. A fidelidade dos cônjuges, por sua vez, põe-se como rocha sólida sobre a qual se apóia a confiança dos filhos. Quando pais e filhos respiram juntos este clima de fé, dispõem duma energia que lhes permite enfrentar provas mesmo difíceis, como mostra a experiência da Sagrada Família. 


Pe. Paulo Profilo, SDB

sábado, 24 de dezembro de 2011

Como festejar mais um Natal?

Talvez não festejando mais um Natal, mas fazendo com que seja o primeiro, aquele que encanta e fica na memória para sempre.
Foi na noite do primeiríssimo Natal que ressoou o anúncio: " Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama!..."


Natal, a festa da paz. Sim, a paz mundial é possível. Mas é o resultado da paz entre os indivíduos. Para fazer a minha parte basta um pouco de boa vontade. É só procurar a pessoa com quem estou de relações rompidas... e propor a reconciliação. Exige coragem e muita humildade. Mas quem já experimentou a alegria conseqüente, sabe que vale a pena!

Natal é a festa da família, pois é a festa da Sagrada Família. Para não perder a esperança de que ainda é possível salvar a família, basta modelar as famílias segundo aquele protótipo, a Família de Nazaré. Criar espaços para reforçar a unidade familiar, partilhando mais profundamente as alegrias e dificuldades.

Natal, a festa da fraternidade. Tempo ideal para atuar os grandes valores da convivência humana: confiança, solidariedade, comunhão de bens... Ocasiões não faltam: convidar para os festejos alguém que nunca teve ocasião de festejar, visitar alguém que mora só, um conhecido doente, um hospital, uma casa de órfãos ou de velhinhos: basta levar um pouquinho de amor.

Natal, a festa da unidade: aquele menino que festejamos veio à terra "para que todos sejam um". Por isso podemos acreditar na unidade entre gerações, entre as categorias sociais, entre as raças, entre os cristãos separados, entre fiéis de religiões diferentes, entre os povos. Jesus sonhou não menos do que isso. E se ele estiver entre nós, o Natal será perene e a unidade se fará.

Diz Chiara Lubich : " Aproxima-se o Natal. Vivamo-lo como se fosse o primeiro e o mais belo Natal... Que Jesus Menino nos indique as virtudes que sustentam e nutrem a caridade: a humildade, a pobreza, o esquecimento de si ...Coragem, então! Vamos em frente. O mundo é de quem ama, de quem melhor sabe demonstrar o amor".

Pe. Paulo Profilo, SDB

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz Natal !

Natal do Menino Jesus
Na manjedoura numa gruta pobre
Na silenciosa Noite de Belém
Do céu descia uma Luz brilhante
Anunciando de maneira nobre
O Deus menino para o nosso bem.

Lá no presépio José e Maria,
Os escolhidos Pais do Salvador,
Presenteavam toda a humanidade
Naquela noite que do céu descia
De Deus o filho, que ao mundo doou.
Do Oriente uma Luz guiava
Os Reis Magos para adorar
O Deus Menino que ali nascera
E que a Luz o anunciava
O Amor do Pai para nos Salvar.

E nessa Noite de Paz e Amor
O Deus Menino nos fez renascer
Trazendo ao mundo a fraternidade
Do filho amado que se revelou
Do céu a Luz num resplandecer.

Natal Feliz, Noite de Alegria
Os Anjos cantam Glória ao Senhor
E Paz na terra aos homens também,
Vinda do céu uma Luz descia
Na mais sublime prova de amor.


A maior celebração que podemos ter é a familia unida em oração a lembrar do nascimento do Menino Jesus, o melhor presente de Natal é amarmos uns aos outros assim como Jesus nos amou e nos ensinou, sentirmos em nossas manjedouras em nossos corações que Jesus está alí presente para que possamos transmitir esse amor!
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